18 de jan de 2014

Natal

Encontros de Natal

Que é o Natal? É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
É o desejo mais sincero de do que cada xícara se encha com bênçãos ricas e eternas,
e de que cada caminho nos leve à paz”. (Agnes Pharo)

A festa de Natal permite que revivamos os dramas, as alegrias, os encontros e os desencontros familiares. As festas natalinas e de final de ano são um convite para celebrar a mágica dos nascimentos e renascimentos de nossas vidas. Quantas de nossas famílias, hoje, buscam um novo sentido e uma oportunidade para renovar os laços que as mantém ou as constituem? Quantos lares esperam muito que a celebração de mais um Natal harmonize as suas relações e renove as esperanças de que a vida pode ser melhor? Quantos filhos, pais e mães não desejariam renovar suas vidas, reinventando os seus papéis e as suas responsabilidades? Quantas coisas, num só Natal...
Vivemos num tempo em que a afirmação exagerada de nossas individualidades gera um vazio existencial muito grande e muita depressão, desgosto e desilusões. Não valorizamos como deveríamos a memória, a coletividade e a convivência. Conta mais sermos livres: sem vínculos com nada e com ninguém. Esta parece já ser uma verdade cristalizada, mas será que vale a pena acreditar nisso? Existirá outro caminho?
As famílias são cobradas por uma responsabilidade que nem sempre sozinhas conseguem arcar. As relações na família, como na sociedade, estão fragilizadas, exigindo de cada um e cada uma um maior zelo, cuidado e proteção de uns para com os outros. Por isso mesmo que as nossas famílias serão melhores na medida em que investirem mais tempo, mais amor e mais energia nas suas relações.
As famílias estão desafiadas a fortalecer as relações de convivência por todos os que as compõem. O Natal, com sua energia e inspiração, pode ser uma grande oportunidade de reconciliação das famílias. A família não é uma ideia e nem um produto para a gente oferecer como solução para os problemas do ser humano e da humanidade, mas ainda revela-se o mais completo "porto seguro” e lugar de intensa convivência e humanização. A família é a maior referência para a vida pessoal e comunitária, portanto, lugar para a realização de nossa felicidade.
O amor é a mais revolucionária das armas que a humanidade já construiu para gerar seres humanos livres, solidários, abertos, comprometidos com a defesa e promoção da vida. O amor precisa ser reinventado, assim como as formas como convivemos e nos promovemos gente/ser humano.
Promovamos, neste Natal, a família como o melhor lugar para nos fazermos gente. Acreditemos na magia que só o amor é capaz de mudar. O Natal, esta festa cristã, pode comprometer o nosso coração, a nossa alma e as nossas energias para uma vida na dignidade.
O Natal em família não é uma festa de ocasião, mas uma oportunidade para as famílias revisarem as suas relações, projetos e perspectivas. Aproveitemos o Natal para nos humanizar. Humanizar é nosso maior trabalho e desafio como ser humano. Viver sozinho e só não vale a pena! 

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.

7 de jan de 2014

O Poder dos sonhos

Poder dos sonhos

                Somos especiais porque inteligentes e capazes de fazer a diferença no mundo. Capazes de marcar as nossas vidas e as vidas dos outros através dos nossos sonhos. O ideal mesmo é quando conseguimos fazer dos sonhos projetos de vida.  Pode alguém ser feliz sem sonhar, sem projetar o que será amanhã? Como seria a vida da gente se perdêssemos a liberdade de sonhar?
17 jovens formandos do Ensino Fundamental de uma Escola Municipal de Passo Fundo me contaram dos seus sonhos. Os jovens me confessaram muitas coisas. Sobre estas coisas, manifesto o maior respeito e consideração. Acredito que, por isso mesmo, suas ricas e valiosas revelações merecem ser lidas e conhecidas por outras tantas pessoas como você e eu.
Os jovens me confessaram que querem ser bem sucedidos, que se importam muito com a sua vida, mas também com a vida dos outros. Que desejam ajudar ou salvar vidas, quando a necessidade ou a realidade exigir.  Que acreditam em seus sonhos, que desejam superar seus familiares que não conseguem lutar por seus sonhos e conquistas. Que querem independência, sem precisar de ajuda de ninguém. Que querem ser grandes homens e mulheres. Que desejam profissão, casa própria, constituir família, bom emprego.
Os jovens insistiram na ideia de serem especiais e valorizados. Contaram, contudo, que é no dia a dia que podemos ser melhores seres humanos, buscando a felicidade. Desejam liberdade, mas nem sempre sabem por onde começar para conquistá-la. Imaginam  conquistar liberdade saindo de casa, saindo de Passo Fundo ou entregando a vida nas mãos de Deus. Muitos manifestam ainda que desejam seguir sua vida acreditando na força de seus pensamentos. Alguns temem por suas escolhas. Prefeririam não precisar escolher.
Agora que me apropriei dos sonhos destes jovens, o que fazer com eles? Ao conhecer seus sonhos, agora lhes presto reverência, admiração e respeito.
Vocês jovens são e serão do tamanho dos seus sonhos. Vencerão na vida se superarem os medos que os aprisionam. Serão médicos, arquitetos, professores, atores e atrizes, bombeiros, advogados e outras tantas profissões se não abandonarem seus sonhos, em razão das dificuldades que, com certeza, virão. Não esqueçam de que não realizamos nada na vida, muito menos os nossos sonhos e desejos, sem o apoio e colaboração dos outros. Os méritos das conquistas são sempre de cada um, mas a realização só é possível porque um batalhão de gente acreditou, investiu e disse para você: “vai, você é capaz de vencer e progredir; acredite mais em você; corra atrás de seus sonhos”. Mas, independente da profissão, busquem em primeiro lugar a realização pessoal.
Todo sonho abandonado leva um pouco da gente embora. Sonhos conservados, cultivados e bem cuidados levam a gente a ser alguém. “Ser alguém” foi definido por um dos jovens como “ter seus próprios pensamentos”.  Para sonho tornar-se realidade precisa de teimosia e investimento todos os dias. Quem sonha e realiza, faz a diferença!
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.

Como promover a dignidade Humana?

Como promover Dignidade humana?

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. (Artigo 1º Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948)

Em mais um dez de dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos, precisamos afirmar ideais de ser humano e de sociedade. Estamos em 2013, mas ainda longe das condições de dignidade para importante parcela de nossa população brasileira e mundial. Dia 10 de Dezembro também é dia de lembrar que os direitos não nascem dos palácios e nem dos gabinetes, mas nascem da luta cotidiana e perseverante daqueles que acreditam que é possível e necessário construir condições de vida boa e abundante para todos, sem qualquer distinção.
A vida, como a liberdade, são valores imexíveis, inegociáveis. Não são conceitos abstratos, mas frutos de vivências e percepções individuais e coletivas, que adquirem sentidos diferentes, porque diferentes são as histórias de cada um. Por isso mesmo é preciso que nos coloquemos coletivamente em marcha pela humanidade que reside em nós e nos outros, pois sempre, a toda hora e em todo lugar podem ocorrer situações em que a vida e a liberdade correm riscos. Mas como defendê-los? Como ensiná-los?
Teremos predisposição para enxergar as inúmeras e corriqueiras violações a que são submetidas muitas pessoas, no cotidiano de nossos dias e nossas vivências? As ruas, as casas, as escolas, os prédios, os campos, as cidades estão fartos de indignidade. Os nossos cinco sentidos humanos podem nos ajudar a desvelar o mundo das realidades humanas. A nossa consciência de sujeitos de direitos pode ajudar na promoção da humanidade que reside em todos nós.
                A defesa da vida, que também defesa da dignidade humana, engloba o que a humanidade, através de muita luta e conquista, reconheceu como direitos humanos. Mas o que vem a ser dignidade humana? É difícil definir, mas é fácil de explicar e entender quando nos deparamos com situações em que falta dignidade para alguma pessoa. Dignidade define a própria noção de humanidade, enquanto condições básicas e elementares para sermos gente.
                Mas como criar identidade com direitos humanos e, por consequência, com a dignidade? Cada um de nós, como todos os outros, é sujeito de direitos e de dignidade, ao mesmo tempo diferente e igual em relação com os outros. Temos em comum o fato de que somos humanos e temos as mesmas necessidades para nossa “sobrevivência animal”.  Mas jamais as nossas diferenças ou semelhanças não podem ser critérios para auferir dignidade para um ou para outrem.
                A cultura pela dignidade humana promove condições em que ocorra a tolerância, o diálogo, a cidadania, a diversidade. Deve também permitir e incentivar a organização e luta coletiva por direitos. Deve exigir um Estado protetor e promotor de direitos humanos, e não violador da vivência da cidadania e das liberdades.  A educação em e para os direitos humanos é mediação para a humanização das pessoas. Através dela podem ser construídas novas formas de relação interpessoal e com o ambiente cultural e natural que ponham a dignidade da pessoa, sua promoção e respeito, no centro da agenda.
Direitos humanos também precisam ser aprendidos e ensinados. Aprender é sustentar posturas, subsidiar o desenvolvimento de atitudes e construir sujeitos pluridimensionais agentes da história. Neste sentido, a educação em e para os direitos humanos busca incentivar e motivar para o engajamento efetivo de cada pessoa e de todos na luta pela realização de todos os direitos humanos de todas as pessoas.
Força e coragem a todos os ativistas de direitos humanos que resistem e lutam bravamente para transformar a sua vida e vidas alheias! Àqueles que dizem sim à vida e acreditam que a felicidade é a nossa maior razão de existir.
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.


Abrindo Janelas, construindo pontes.

Abrindo janelas, construímos pontes.

Se a educação não transforma sozinha a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.
Paulo Freire. Educador.

           O mês de dezembro sempre é um tempo de comemorações e vivências significativas para muitos que estudam. Dezembro sempre reserva reflexões e convicções sobre a importância de estudar, em discursos prontos ou produzidos pela criatividade humana, por ocasião das formaturas e celebrações de fechamento dos anos letivos.
Viver é a maior das nossas oportunidades. Estudar é uma das oportunidades que mais apropriadamente nos permite descobrir novos horizontes. Quando estudamos, ganhamos uma oportunidade de reconstruir pontes, projetar novas realidades, mudar de atitudes. É a chance de sairmos da solidão, porque, como nos diz Joseph F. Newton, “as pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes”.
Estudar é emaranhar-se num coletivo de pensantes mentes brilhantes, oportunizando que o saber acumulado e construído por cada um seja ressignificado através das trocas e através da aquisição dos saberes historicamente construído pelas ciências. Em todo espaço de construção de saber, geram-se conflitos, interesses, disputas. Nenhum saber é neutro, os saberes são permeados de crenças, ideologias, interesses e vaidades. E é por isso mesmo que precisamos discernir para não brigar entre a gente (os saberes que construímos carregam as contradições da vida). Nas contradições, da vida e dos saberes, moram também grandes verdades.
            Os ritmos diferentes, a pouca disciplina para o estudo, as nossas diferenças e as dificuldades de convivência, a indefinição dos objetivos de vida de cada um são aspectos a serem observados, para serem modificados, se quisermos galgar o sucesso individual e da coletividade de uma turma ou sala-de-aula. “Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado. Mas nada pode ser modificado enquanto não for enfrentado”. (James Baldwin).
Todos nascemos capazes de pensar, brilhar e mudar a realidade. Por conta das ideias, nos fazemos sujeitos de nossa história. O conhecimento, em permanente construção, requer da gente atitudes de aprendentes. Conhecer não é saber tudo, mas é estar aberto às possibilidades de aprendizagem que a vida e o mundo nos oferecem. A verdade é uma constante busca, não uma posse de um ou de outro. Somos, todos, capazes de apreender e conhecer a verdade, mas muitos preferem viver a mediocridade, preferindo não saber. É que todo conhecimento aprendido gera compromissos e responsabilidades, mas que nem todos desejam arcar.
Quanto mais conhecemos sobre nós mesmos, sobre nossas vidas e sobre a realidade, maiores as condições de nos reconhecermos como sujeitos de pensamento e de ação. Como seres de projeto, devemos estar atentos para avaliar se nossas escolhas estão em sintonia com aquilo que definimos como projeto de vida. Nunca é bom ser sem rumo; nunca é bom ser pensado pelos outros, mas sempre é melhor quando a vida é a marca de nossas opções.
            Assim, a educação é a possibilidade de construirmos pontes. Pontes entre pessoas, pontes entre saberes, pontes entre os desejos e mudanças na vida real de todos nós. Estas pontes nos ajudam a lapidar os seres humanos, para que sejamos cada dia melhores. Pontes sempre indicam caminhos e horizontes que ainda desejamos trilhar. E neste processo coletivo e de trocas para fazer educação, ficarão as marcas de cada um e de cada uma. Ficarão, também, os desafios pessoais da aprendizagem que cada um deve superar, pois somos eternamente incompletos e insatisfeitos. Se é verdade que “a educação é aquilo que permanece depois de esquecermos tudo o que nos foi ensinado” (Halifax), desejamos que educadores e educandos, professores e alunos, em mais um final de ano tenham motivos para celebrar, na certeza de que sua missão foi cumprida.
Celebremos, então, todas as conquistas que se fazem pela educação, de janelas abertas para novas aprendizagens.


Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.

6 de jan de 2014

Da Coragem de Lutar


Da coragem de lutar

“O medo tem alguma utilidade, a covardia, não”.
(Mahatma Gandhi)

Crianças, adolescentes e jovens percebem com muita facilidade quando um professor ou uma professora lhes aponta caminhos para construir sabedoria, viver o amor e lutar pela dignidade. Percebem, também, quando os educadores os encorajam para engajar-se socialmente pela garantia dos direitos humanos. A ocupação pacífica das ruas feita por educadores pode ensinar-lhes muito mais do que através de discursos e teorias sobre como viver em sociedade e como sobreviver de forma organizada, em defesa de interesses da coletividade.
Oferecemos, todos os dias, nas nossas salas de aula, o melhor do que somos e o melhor do que temos por amor às nossas crianças, adolescentes e jovens. Oferecemos a eles luzes de esperança, forjadas na cotidiana luta de nossa superação pessoal e profissional. Se os adolescentes sonham em transformar o mundo, apontamos caminhos de saudável rebeldia, capaz de arrebatar causas, sonhos e desejos que move a cada um e cada uma e a uma coletividade. Se jovens e adultos acreditam no poder do conhecimento, os estimulamos a fazerem suas buscas na vida pessoal e profissional, através de seus estudos. Quando, por vezes, cansados, animamo-nos ao perceber que nossos educandos tem uma vida e uma caminhada sempre muito difíceis, geralmente mais difíceis do que as nossas caminhadas.
Apoderar-se de sensibilidades afetivas, sociais e políticas constitui um grande legado para aqueles que escolheram ser professor ou professora. Por obra de uma paixão ensinante, fazemo-nos compreensivos com os outros, e sofredores com eles, crentes que cada ser humano possui as mais ricas e únicas possibilidades de superar-se, individual e coletivamente. Como na educação, também na política, só deveriam atuar aqueles que, acima de vaidades e interesses, são capazes de somar na crença que todo ser humano é sempre capaz de superar-se em todos os seus contextos, singularidades e peculiaridades. Para isto mesmo é que serve a política e a educação: propiciar instrumentos às pessoas para sua liberdade e sua emancipação.
Daqueles que assumem posições de poder, espera-se que sejam abertos ao diálogo, mesmo que na dureza das críticas dos outros. Que se interessem pela coletividade, sem desfazer-se de suas motivações e convicções políticas. Que saibam avançar nas proposições, mas também recuar quando se faz necessário. Que desenvolvam habilidades capazes de justificar as intenções que desejam ver concretizadas na coletividade.
“Quem luta, também educa”. Quem ama, também educa. Quem não anula e menospreza a sua consciência, ganha mais vida na dignidade, justamente por assumir-se como é. Para nós, educadores e educadoras, a educação não é um fim, mas sempre um meio para estimular as condições subjetivas, materiais e sociais para que toda pessoa possa sonhar e conquistar a sua felicidade. Para que a felicidade aconteça, é claro, sempre é preciso muita coragem para viver e lutar.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humano

Entendendo a VIDA. Juntando Cacos...

Juntando Cacos

Uma das formas de entender a vida é juntando os pedaços, que podemos chamar de "cacos'.  Coisas, lembranças, saudades, pensamentos, ideias, emoções, escritos, incertezas. Tudo é guardado em compartimentos separados e isolados uns dos outros, dando-nos a impressão de que se trata de um amontoado de supérfluos que,  não raras vezes,  negamos ou temos dificuldade para assimilar. Mas quem disse que cacos não podem estar juntos e misturados...
             Carecemos de sentido, de ordem e de valorização dos nossos cacos. Difícil mesmo, é ter certezas. Mais difícil ainda, é acreditar que nossos cacos tenham razão e sentido.  Para viver plena e autenticamente, é preciso reconhecer os cacos que nos constituem enquanto seres que somos: finitos de necessidades e incompletos, sempre a buscar o que apenas somos enquanto ideias. Cacos de uns, cacos de outros, formamos a diversidade, a simplicidade e, se quisermos, a complexidade do que vem a ser a vida.
Viver é a arte de juntar cacos. Podem ser coisas variadas, diversas, contraditórias, simples, complexas. Entretanto, sempre ideias, pois são elas que nos fazem mover e nos projetam para ações que impulsionam às novidade que temos necessidade de conhecer. Assim, a profecia, a poesia, a reflexão, a memória são habilidades nobres de preservação e articulação de nossos cacos.
Uma ideia deve sempre ter um fim em si mesma, mas sempre passível de acréscimos, com o cuidado para que a mesma não se transforme em cinza ou mera intencionalidade. A ideia de juntar cacos constitui em uma ação que não deixa mais uma ideia morrer. Muitas ideias nós as matamos em sua fase embrionária. Outras, nós as temos como nossas vergonhas. Por isso, não as assumimos. Outras, ainda, vivem a nos tensionar, querendo a chance de sobreviver. Mas poucas, nós as colocamos em prática.
Cacos são algumas ideias que nos moveram na construção de uma história de criticidade, de dúvidas, de indignação, de romantismo, de abandono à escrita em horas difíceis, de intenso gozo em momentos felizes, de busca de autenticidade, de algumas certezas. Nesta obra, as apresentamos em múltiplas formas (poesia, textos reflexivos, pensamentos).
 Se nobre e difícil arte é viver a vida, mais desafiante ainda é adentrar em suas nuances. Se Deus nos deu a vida de presente, porque não presenteá-la, juntando cacos?
 Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.