30 de jan de 2017

Introdução à história da filosofia em filmes

Introdução à história da filosofia em filmes


Guerra de Troia, 1961
https://www.youtube.com/watch?v=TUMqMVoOHpE

Troia
https://www.youtube.com/watch?v=7JdpiEl_Kws

Helena de Troia
https://www.youtube.com/watch?v=1A8Q66h3ldc

Helena de Troia II
https://www.youtube.com/watch?v=D9VIsrFXi9M

Odisseia
https://www.youtube.com/watch?v=W17HqMwtfFE

As Bacantes
https://www.youtube.com/watch?v=LInR5MozrsE

Édipo Rei, de Bini
https://www.youtube.com/watch?v=QpCFRcX4dQg

Antigona
https://www.youtube.com/watch?v=JF37H4zWR8w

Medea, de Pasolini
https://www.youtube.com/watch?v=Rw1We4Plsjk

Medea, de Lars von Trier
https://www.youtube.com/watch?v=Hh0dlH_IQdk

Sócrates , de Rossellini
https://www.youtube.com/watch?v=SlJSF-V6yBA

Alexandre o grande
https://www.youtube.com/watch?v=MMevKYix-O8

Alexandre o grande, 1956
https://www.youtube.com/watch?v=mogbVyygy1k

Paulo de Tarso
https://www.youtube.com/watch?v=8Pwv2J-bxxU

Gladiador
https://www.youtube.com/watch?v=LInXqCtWvgE

Nero
https://www.youtube.com/watch?v=jWFG6JZfUbg


Santo Agostinho
https://www.youtube.com/watch?v=am3et8aV4ec

Santo Agostinho II
https://www.youtube.com/watch?v=CtylYNflsi8

Heloisa e Abelardo
https://www.youtube.com/watch?v=c20mqZUy2VA

Pompeia
https://www.youtube.com/watch?v=drTYHiWoyNU

Francisco de Assis
https://www.youtube.com/watch?v=XNKkGyUkfz8

Duns Scoto
https://www.youtube.com/watch?v=0fmJ4VtUOEU

O nome da rosa
https://www.youtube.com/watch?v=0pkxwsNat4Y

O poço e o pêndulo
https://www.youtube.com/watch?v=KLaKml78-Tk

São João da Cruz
https://www.youtube.com/watch?v=UKt-LDFz7W0

Santo Tomas
https://www.youtube.com/watch?v=nNfz8cLBAVM

Santo Tomas, de Beckt
https://www.youtube.com/watch?v=Gi-2CyojlEc

Decameron, Pasolini
https://www.youtube.com/watch?v=AdLjE0oMuDk

Lutero
https://www.youtube.com/watch?v=eezenm7Tlps

Lutero II
https://www.youtube.com/watch?v=F_V3yQu-1ck

Lutero, 1953
https://www.youtube.com/watch?v=fd4J-UATeUw

Caça de bruxas
https://www.youtube.com/watch?v=_hcjBDpxkjE

O grande inquisidor, Dostoievski
https://www.youtube.com/watch?v=0jl0uC5JbxE

Os Borgias
https://www.youtube.com/watch?v=EiXg4PaYPnc

A conquista do Paraíso
https://www.youtube.com/watch?v=tAekrGaHtiI

Aguirre
https://www.youtube.com/watch?v=weuYp-XFxAo

Galileu
https://www.youtube.com/watch?v=_w1I_2RsH-c

As aventuras do Barão de Muschhausen
https://www.youtube.com/watch?v=w8rkuFoJXAM

Descartes
https://www.youtube.com/watch?v=T9cq7G8hoAE&list=PLHV6lufvso3BvYHD1NzrystbdvJpxkaSB&index=20

As aventuras de Moliere
https://www.youtube.com/watch?v=FRd_xpoq5Fg

O absolutismo
https://www.youtube.com/watch?v=jmGq6jJONEI

Espinosa,
https://www.youtube.com/watch?v=pVpEcMqDbUc&list=PLHV6lufvso3BvYHD1NzrystbdvJpxkaSB

Pascal
https://www.youtube.com/watch?v=C3fhX3q0-SQ&index=14&list=PLHV6lufvso3BvYHD1NzrystbdvJpxkaSB

Os contos proibidos do Marques de Sade
https://www.youtube.com/watch?v=gBKLmwDMA4A

Justine e Juliette, de Sade
https://www.youtube.com/watch?v=rlVcWwH_F8Q

Marques de Sade
https://www.youtube.com/watch?v=s3suWVNBB3U

Maria Antonieta
https://www.youtube.com/watch?v=XnoZmPBysxI

Fausto
https://www.youtube.com/watch?v=lSoHFcTREio

Nietzsche, para além do bem e do mal
https://www.youtube.com/watch?v=60aEMtr97ug&list=PLHV6lufvso3BvYHD1NzrystbdvJpxkaSB&index=19

Dias de Nietzsche em Turim
https://www.youtube.com/watch?v=tGkWLwHWF8A&index=4&list=PLioXNQgudS86RCkUc5r3j_bccdtDiZpvt

Heidegger
https://www.youtube.com/watch?v=SuD1vJQxuYs

Rosa Luxemburgo
https://www.youtube.com/watch?v=wLAURi-Zx2c

1984
https://www.youtube.com/watch?v=bgPbGzJSkAw

O ovo da serpente
https://www.youtube.com/watch?v=rzHXemsxWao

Arquitetura da destruição
https://www.youtube.com/watch?v=dbn2wkECDp0

Sartre e Beauvoir
https://www.youtube.com/watch?v=6CS88ZX603A

Foucault
https://www.youtube.com/watch?v=Xkn31sjh4To

Foucault II
https://www.youtube.com/watch?v=FVKw8V-CgXk

Foucault e Chomsky
https://www.youtube.com/watch?v=9_HaHtcKG9c

Derrida
https://www.youtube.com/watch?v=3FYLoWf1cZ0

Derrida II
https://www.youtube.com/watch?v=bBx828VvTTc

Deleuze
https://www.youtube.com/watch?v=dXOzcexu7Ks

Deleuze II
https://www.youtube.com/watch?v=pva0ciKe0fo

Guattari
https://www.youtube.com/watch?v=pJ4FOFe-xuA

Hilary Putnam
https://www.youtube.com/watch?v=-1OESPPs68E

John Searle
https://www.youtube.com/watch?v=yCii726A4Jc

Daniel Dennett
https://www.youtube.com/watch?v=qQQ8IPHdezo

Ernesto Laclau
https://www.youtube.com/watch?v=nhEe0eec4yo&t=14s
https://www.youtube.com/watch?v=tO1q2GnzlKc

Ranciere
https://www.youtube.com/watch?v=8goj7F5Kty8

21 de ago de 2016

Verdadeiros interesses do país: eleições municipais

Verdadeiros interesses do país: eleições municipais

Quem não gosta de política sempre é dirigido pelos que gostam dela.
Quem acompanha os movimentos da política, depara-se com um dos maiores
dramas dos políticos: a autenticidade. Para se eleger ou para se
manter no poder, os políticos usam estratégias e acordos escusos,
invisíveis e imperceptíveis à maioria dos cidadãos e cidadãs. Por isso
falam o que a maioria gostaria de ouvir e agem como a maioria gostaria
que agissem. Resta saber se há espaço para ser autêntico na política?
Ou: como seria viver autenticamente a política?

Vez por outra, conhecemos alguns aspectos mais verdadeiros dos nossos
políticos. Como nem sempre estão sob o manto dos estrategistas e
assessores, revelam sua natureza própria ao falarem e agirem a partir
de suas convicções e sua personalidade. Revelam-se como
verdadeiramente são. Infelizmente, pesam preconceitos contra aqueles
que, na vida pública, dizem o que pensam e agem a partir de suas
convicções.A política é uma atividade de risco, porque impregnada de
liberdade.

E liberdade sempre é risco. O problema é que, com a profissionalização
da política, esta liberdade é cada vez mais calculada e medida. Por
isso que o maior temor dos políticos quanto à sua autenticidade tem
sido perder votos (quando estão candidatos) ou perder o cargo (quando
ocupam cargos de confiança). E então, sofremos nós porque não
conhecemos quem são os nossos políticos. Frustram-se aqueles políticos
que não conseguem disfarçar o que são e o que pensam. E deste modo,
tomam conta do espaço público a mediocridade e a falsidade, que estão
na origem da descrença e frustração com a política.

Raramente, vemos um político com a grandeza de reconhecer os seus
erros. Os acertos são destacados, os erros são escamoteados. 
Comoesperar autenticidade sem o reconhecimento de erros? 
Como serão autênticos os políticos se não forem capazes de nos revelar os
verdadeiros interesses que os movem?

A arena da política sempre é permeada pela disputa de interesses
coletivos ou pessoais. Como disse o imperador Napoleão Bonaparte,
"todo homem luta com mais bravura por seus interesses do que por seus
direitos". O perigo maior da morte da política ocorre quando ela deixa
de ser espaço autêntico de disputa de idéias e interesses e se torna
lugar de sondagem, de pesquisa de satisfação do eleitor ou do cidadão.
Ocorre que já matamos a política quando achamos que é perder tempo
conversar sobre as questões da coletividade em nossas famílias, em
nossas escolas, em nossos condomínios de prédios, em nossos
sindicatos, clubes ou associações.

As eleições municipais são um grande movimento de mobilização social e
de discussão dos verdadeiros interesses que movem nosso país, a partir
das nossas cidades. Em uma democracia representativa, os mais
preparados são os mais autênticos e mais fiéis a si e aos interesses
que representam. Enganam-se aqueles que tentam enganar a gente.

Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.
Mais artigos e crônicas no site www.neipies.com

4 de ago de 2016

O fetiche das ditaduras.

O fetiche das ditaduras.

“Não existe uma verdade igual para todos. As leis, as regras, a
cultura, tudo deve ser definido para um conjunto de pessoas; o que
vale para um lugar pode não valer para
outro”.(www.dsilvasfilho.com/index.htm)

O atual momento histórico exige afirmação dos ideais
democráticos. As ditaduras (políticas, de consumo ou de mercado) são
as maiores inimigas das palavras em diálogo e em movimento (que
denominamos democracia). As ditaduras são extremamente hábeis em
reduzir e simplificar o sentido e o significado das coisas que podemos
pensar. Só a democracia permite alargar os horizontes das ideias que
vamos construindo na história. Somente ela é capaz de considerar
contradições e imperfeições dos pensamentos, para aperfeiçoá-los. Por
conta disso, convivemos em permanente tensão entre aqueles que querem
fazer das ideias exercício de liberdade e aqueles que desejariam dizer
aos outros “o que podem e devem pensar e fazer”.

Nossa democracia ainda precisa ser muito mais exercitada,
vivida e experimentada, para ser apreendida. Vivemos, por vezes, uma
equivocada disputa entre ter posição e ser contra. As disputas,
demasiadamente ideologizadas, não permitem que as palavras/conceitos
se revelem em todos os aspectos, sob os mais diferentes pontos de
vista. Ser democrático não significa ser dono da verdade. Significa
estar aberto à construção do conhecimento, considerando as mais
diferentes interpretações das coisas e dos fatos, num processo
dialético de aprendizagem. A verdade surge no exercício do consenso,
nem sempre fácil, mas sempre necessário.
Conquistamos a liberdade de pensar, mas ainda somos
moldados em nossas ações por obra das ideias dominantes. Temos, então,
a sensação de que nossas ideias pessoais nada resolvem, de que são
fracas e impotentes. Isto comprova de que o mundo e as pessoas são
movidos por ideias, que sempre estão em disputa na sociedade. E
comprova que, isoladamente, nossas ideias perdem fôlego, não
conseguindo concretizar-se. Somente as ideias gestadas e praticadas
coletivamente conseguem romper com a lógica ideológica dominante, e
conseguem traduzir-se em prática da vida cotidiana daqueles que
resolvem assumir-se como sujeitos de seus conhecimentos e de sua
história.

O problema é que nas ditaduras não somos educados para a cooperação e
a solidariedade. Prevalece a cultura hedonista (de culto ao eu), que
reproduz a ideia e o conceito dos vencedores. Aos vencedores, a
glória. Aos vencidos, os sentimentos de incompetência, revolta e
impotência. E estes últimos sentimentos geram muitas tensões sociais e
de convivência, desfavorecendo nossa condição de seres em relação.

A autonomia dos sujeitos é o maior marco da concretização de uma
democracia real e verdadeira. A luta por democracia invoca novas
relações interpessoais, baseadas na interdependência e na
reciprocidade. Jean Piaget, ao estudar o juízo moral das crianças, nos
ajuda a considerar que “a autonomia só aparece com a reciprocidade,
quando o respeito mútuo é bastante forte, para que o indivíduo
experimente interiormente a necessidade de tratar os outros como
gostaria de ser tratado”.

Não é democrática a sociedade que não tolera os pensamentos
divergentes e que combate as diferentes formas de organização social
que buscam praticar e viver as ideias coletivas. Democrática é a
sociedade que permite aos homens e mulheres realizarem-se em sua
dignidade, preservando seu modo de ser, pensar e agir, individual e
coletivamente. Pratiquemos e aprendamos, pois, a democracia,
intensamente, sem nenhum culto às ditaduras.

Afirmemos, definitivamente, a democracia como a solução dos problemas
coletivos. Fora da política (e da democracia) não há caminhos que
promovam a dignidade e a liberdade humanas!

Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos
Mais artigos no site www.neipies.com

26 de jul de 2016

Partidos, pragmatismos e ideologias.

Partidos, pragmatismos e ideologias. 
O pragmatismo está mesmo matando a essência da política: a construção
do bem comum. 

Nas últimas décadas, aprendemos fazer política através dos
partidos.
Fundamos e construímos partidos como ferramentas de mudança e
transformação social. 

Hoje, os partidos no Brasil não fazem mais alianças programáticas e
ideológicas, mas somente acordos de interesses pela tomada do poder, o
que empobrece a política e a torna um grande balcão de negócios e de
interesses. O pragmatismo não concebe mais a construção de um capital
social ou a manutenção deste junto aos eleitores. O pragmatismo
impõe-se para sufocar a diversidade dos pensamentos. O pragmatismo
opera resultados, não importando-se com os processos. 

O que acontece em Brasília reproduz-se, em larga escala, em nossos
municípios. Surgem então, perguntas emblemáticas: a) Os partidos
perderam sua função de organizar propostas e programas para governar
nossas cidades? b) É possível fazer política fora dos partidos? c)
Será agora a grande mídia, o Judiciário, o Ministério Público e a
Polícia Federal que darão os ordenamentos jurídicos, organizativos e
políticos da política? 

As circunstâncias do momento histórico colocam em cheque quase tudo o
que aprendemos sobre política e organização social. Desaprendemos
fazer política? Desconsideraremos, por definitivo, as mentes críticas,
as organizações e movimentos sociais, os lutadores que ainda estão a
fim de organizar a sociedade com base na cidadania, nos direitos
humanos e sociais, nas oportunidades de estudo, cultura e trabalho
para todos? 

Fato é que, fora da política não há soluções que promovam a liberdade
e a democracia. Fora da política reina a ditadura. Antes tarde que
mais tarde, resistamos pelas práticas democráticas que nos permitiram
experimentar uma cidadania com mais oportunidades para todos e a
construção de cidades que respeitem as vontades e a necessidades dos
seus habitantes. As cidades não podem ser concebidas como reinados;
elas devem conceber o debate, a pluralidade e a prática cotidiana da
democracia. 

As práticas sociais e políticas sempre devem construídas com a baliza
dos méritos e métodos.Democracia é poder do povo e deve ser exercida
todos os dias, em todas as instâncias e respeitando todas as
ideologias. 

(Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos)