29 de jun de 2011

ATIVIDADE: ENSINO RELIGIOSO(AS GRANDES RELIGIÕES) - Onesio Primo Longhi

As  grandes  religiões  do    mundo: JUDAÍSMO, CRISTIANISMO,  ISLAMISMO,  BUDISMO,  HINDUÍSMO.

Cada  tradição  religiosa,  ou  religião  tem  seus  próprios  textos  sagrados, os  quais contêm ensinamentos sobre as crenças e as normas de conduta que devem ser seguidas pelos adeptos ou seguidores.
Os textos sagrados podem ser orais e/ou escritos. Os  textos sagrados orais são os  que  não  foram  escritos  em  um livro,  são  histórias  antigas  contadas, transmitidas oralmente.
Vejamos alguns livros sagrados de algumas religiões:
- Os Vedas, livros do Hinduísmo;
- Os Tripitakas, livros do Budismo;
- Tão Te King, livro do Taoísmo;
- I Ching e os Analectos, livros do Confucionismo;
- A Trá, um dos livros do Judaísmo;
- A Bíblia, livro do Cristianismo;
- O Alcorão, livro sagrado do Islamismo.
Faça  uma  pesquisa  seguindo  o  roteiro  abaixo. 
A  pesquisa:
- Pode ser digitada ou em papel almaço a ser entregue em sala de aula;
- Enviada por email: longhione@hotmail.com
- Postada aqui neste blog.

ROTEIRO PARA PESQUISA SOBRE AS GRANDES RELIGIÕES:
  Nome da religião?
  Onde e quando surgiu?
  Quem foi seu fundador?
  Principais crenças?
  Textos) sagrado(s)?
  Símbolos que utiliza?
  Principais ritos?
  Principais rituais de passagem?
  Celebracões, acontecimentos mais importantes, que são celebrados?
  Espiritualidades, Veneracões ou outras caracteristicas?
  Espaços sagrados e lugares de peregrinação?
  Localizar, no mapa – mundi, o país onde surgiu a referida religião?
☺  Principais semelhancas e diferencas entre as Grandes Religiões?
☺  O que voce mais gostou de cada Religião?

 Bom trabalho
Onesio.
Passo Fundo, 30/06/2011.

15 de jun de 2011

ANTES TARDE QUE MAIS TARDE

Antes tarde que mais tarde

“Cada um de nós compõe a sua história /e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz” (Almir Sater e Renato Teixeira, em canção Tocando em Frente)

Um dos grandes desafios do ser humano é constituir-se sujeito social. Esta é uma luta de natureza interna de cada um, mas que também depenmde muito de fatores como empatia, carisma, capacidade de articulação com os outros, oportunidades que nos são concedidas, competência profissional, dentre outros. Enganam-se aqueles que pensam que a gente se basta a si mesmo; o reconhecimento que todos desejamos é sempre passível de revisão, pela gente e pelos outros, a partir de critérios como confiança, o momento conjuntural, a efetivação de resultados, as conveniências ou inconveniências.
Em todo lugar em que interagimos mais intensa e permanentemente com os outros surgem possibilidades de ascendermos nossa liderança e reconhecimento, seja na família, nos clubes, grêmios estudantis, salas de aula, escolas, sindicatos, associações, igrejas, grupos diversos. Geralmente não são meteóricas as ascensões e o reconhecimento social, uma vez que é necessário conquistar a confiança a partir das redes de relações e contatos que vamos construindo. Para tanto é preciso por em prática um conjunto de estratégias que consolidem a representação social a qual nos dispomos a exercer. Tudo no seu devido tempo e nas oportunidades legitimadas, pois ninguém tolera os oportunistas de ocasião ou, se os tolera, não por muito tempo.
Os mais atentos e ativos membros dos diferentes grupos sociais estão sempre a observar aqueles que se destacam em habilidades, atitudes e posicionamentos. Assim, percebem quem pode dar contribuições para a sua organização e por isso fazem experimentações para certificar-se se podem contar com as competências e com a confiança requeridas. Mas também rapidamente percebem quando alguém força situações que não estão associadas à sua verdadeira identidade. O certo é que só podemos dispor daquilo que somos, daquilo que compõe a nossa trajetória e experiência pessoal e profissional, e nada adianta tentar esconder.
Sobretudo, para que galguemos êxito em nosso reconhecimento social, precisamos saber o momento e a hora de avançar e a hora de recuar. Se antes tarde que mais tarde, nada como um dia ou semana após outra, assim também nenhum reconhecimento forçado emplaca meteoricamente. O reconhecimento social que vier construído a partir de um grupo, de uma discussão ou de uma estratégia política mais ampla para além da gente tende a ser muito mais duradouro, consistente e legitimado. Contudo, cada um, por sua conta, também deve construir as melhores e mais coerentes estratégias para que possa ser reconhecido pelos outros.
Não nos faltam exemplos, bons e ruins, de como é construída a legitimidade no poder político, nas agremiações partidárias, nos clubes e associações, nos sindicatos, nos órgãos de governo. Geralmente quando os processos em que os sujeitos da ação política forçam sua legitimidade, os mesmos são desmascarados na primeira crise, no primeiro questionamento ou embate em que se precisam demonstrar capacidades e habilidades mais do que técnicas, mas também políticas, que dependem da qualidade da interação e do relacionamento interpessoal.
Antes tarde que mais tarde seja dado a todos o direito de constituir-se sujeito social. Que todos possam ser o que são, sem que tenham desqualificada a sua honra, a sua história pessoal e profissional e a sua dignidade. Os que ousarem nos enganar, não conseguirão por muito tempo.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.

3 de jun de 2011

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO DE PIERRE BOURDIEU: LIMITES E CONTRIBUIÇÕES

A  SOCIOLOGIA  DA  EDUCAÇÃO  DE  PIERRE  BOURDIEU:
LIMITES  E  CONTRIBUIÇÕES


       A reflexão buscará compreender as contribuições e limites da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu, em razão de sua importância para uma melhor compreensão do processo educativo, em seu processo histórico.   
       O pensador busca através de suas reflexões respostas para o problema das desigualdades escolares, e seu contexto.           
       O estudo de Bordieu tornou-se um marco na sociologia da educação e também histórica. Havia em seu tempo, um senso comum dominante que apontava que a escola pública e gratuita teria resolvido o problema do acesso à educação  e,  assim, garantida,  em   princípio,  a  igualdade  de  oportunidades  entre  todos. Acreditava-se que a escola era uma instituição neutra onde os educandos eram selecionados a partir do critério racional. Predominava também nas Ciências Sociais um senso-comum e uma visão extremamente otimista, onde a educação teria um papel  importantíssimo no processo  de  superação  do  atraso  econômico,  do  autoritarismo  e  dos privilégios e apontando para a possibilidade de  construção de uma nova sociedade diferente daquela existente. Acreditava-se     que a escola pública resolveria o problema do acesso à educação e dessa forma estava garantida a igualdade de oportunidades entre todos os cidadãos.
       Nos anos 60 ocorre uma crise profunda dessa concepção de escola e acontece uma reinterpretação radical do papel dos sistemas de ensino na sociedade. A partir desse contexto e de pesquisas realizadas, constatou-se que o desempenho escolar não dependia, tão simplesmente, dos dons individuais, mas da origem social dos alunos (classe, etnia, sexo, local de moradia, entre outros). Na Franca especificamente caracterizado por um sistema autoritário e elitista educacional e em razão do baixo retorno social e econômico alcançado pelos certificados escolares no mercado de trabalho.
      Outra característica marcante que aparece no texto é a chegada ao ensino secundário e à universidade da primeira geração beneficiada pela forte expansão do sistema educacional no pós-guerra, acompanhada pela desvalorização e massificação¸ frustrando expectativas de mobilidade social através da escola. Todo esse contexto, segundo Bourdieu, contribuiu para a eclosão do amplo movimento de contestação social de 1968.
        A partir de Bourdieu a educação perde o papel que lhe fora atribuído de instância transformadora e democratizadora das sociedades e passa a ser vista como uma das principais instituições por meio da qual se mantêm e se legitimam os privilégios sociais.
      Bordieu não concorda e questiona a questão da neutralidade da escola e aponta que a mesma tem um papel ativo no processo de reprodução das desigualdades sociais. Faz avaliação crítica com relação ao subjetivismo e também as questões estruturais, denominadas de objetivismo. Bourdieu nega o caráter autônomo do sujeito individual.  Afirma que cada indivíduo passa a ser caracterizado por uma bagagem socialmente reconhecida destacando ainda a importância do conhecimento como capital cultural.       Observamos no texto que Bourdieu distingue freqüentemente três conjuntos de disposições e de  estratégias  de  investimento  escolar. O primeiro deles seria como capital econômico e cultural, onde o investimento no ensino, não traria somente benefícios econômicos, mas também muitos benefícios sociais.
         O autor analisa as possíveis razões do sucesso ou fracasso nas várias classes sociais, variando de acordo com as atitudes que as famílias têm relação à educação dos filhos.   
         Analisa também a função da escola no aspecto da ação dos professores trabalham no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, os conteúdos são igualmente desenvolvidos considerando que todos os alunos tivessem os mesmos instrumentos de decodificação, o que nem sempre acontece. Considera que a escola cumpriria assim, simultaneamente, sua função de reprodução e de legitimação das desigualdades sociais.  A reprodução seria garantida pelo fato de que os alunos que dominam, por sua origem, os códigos necessários à decodificação e assimilação da cultura  escolar  e que,  em  função  disso,  tenderiam  a  alcançar  o  sucesso  escolar, sendo que para as classes menos favorecidas eram levadas a acreditar que  suas  dificuldades  escolares  tinham origem em uma  inferioridade  que  lhes  seria inerente, definida em termos intelectuais (falta de inteligência) ou morais (fraqueza  de  vontade). Dessa forma a escola estaria contribuindo para a perda da cultura familiar.
       Uma das principais contribuições de Bourdieu  a partir da compreensão  sociológica é de ter apontado que a escola  foi  a  de  ter  ressaltado  que a escola na é uma instituição neutra.
      Outra contribuição foi na perspectiva de ajudar a compreender a relação que existe entre o quadro macrossociológico de análise das relações entre o sistema de ensino e a estrutura social.
      Concluindo gostaria de afirmar que foi muito interessante e altamente construtiva a leitura do texto, por sua importante contribuição na compreensão da realidade educacional e sua relação com a sociedade e sua organização, ajudando­-nos a perceber como o sistema educacional pode ser fundamental, determinante para a manutenção da sociedade ou para a transformação.

                    Referencias:

                    - http://www.scielo.br/pdf/es/v23n78/a03v2378.pdf

Passo Fundo, 03/06/2011
Onesio Primo Longhi