7 de dez. de 2011

Textos interessantes sobre diversas áreas...

Bibliotecas do mundo...

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Gerais:

Antiguidade e História

Bibliotecas e biblioteconomia

  • LibDex - índice para localizar mais de 18 mil bibliotecas do mundo todo e seus sites: www.libdex.com
  • Lib-web-cats - enumera bibliotecas de mais de 60 países, mas o foco são os EUA e o Canadá: www.librarytechnology.org/libwebcats
  • Unesco Libraries Portal - informações sobre bibliotecas e projetos voltados para a preservação da memória: www.unesco.org/webworld/portal_bib
  • American Library Association - sobre o sistema de bibliotecas dos EUA:www.ala.org
  • Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas - publicações indicadas e agenda de eventos da área: www.apbad.pt
  • Association des Bibliothécaires Françaises - dossiês sobre o sistema francês de bibliotecas e temas correlatos: www.abf.asso.fr
  • Conselho Federal de Biblioteconomia - atualidades e links de interesse da área:www.cfb.org.br
  • Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo - legislação e eventos da biblioteconomia: www.crb8.org.br
  • Council on Library and Information Resources - organização que se preocupa com a preservação de informações: www.clir.org
  • European Bureau of Library, Information and Documentation Associations - entidade europeia dedicada à promoção da ciência da informação:www.eblida.org
  • International Federation of Library Associations and Institutions: www.ifla.org
  • Sociedad Española de Documentación e Información Científica - cursos virtuais:www.sedic.es
  • Internet Public Library - indica páginas em que se podem ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento: www.ipl.org
  • Libweb - outro site de busca de instituições, com 6.600 links de 115 países:sunsite.berkeley.edu/Libweb

Ciências, educação e medicina

Culturas estrangeiras

e-books e textos pela Internet

  • eBooksbrasil - livros eletrônicos gratuitos em diversos formatos:www.ebooksbrasil.com
  • International Children's Digital Library - oferece e-livros infantis em cem línguas:www.icdlbooks.org
  • Net eBook Library - biblioteca virtual com parte do acervo restrito a assinantes do site: netlibrary.net
  • Online Literature Library - pequena coleção para ler diretamente no navegador:www.literature.org
  • Project Gutenberg - mantido por voluntários, importante site com obras integrais disponíveis gratuitamente: www.gutenberg.net
  • Romanzieri.com - livros eletrônicos em italiano compatíveis com o programa Microsoft Reader: www.romanzieri.com
  • The Literature Network - poemas, contos e romances de aproximadamente 90 autores: www.online-literature.com
  • The Online Books Page - livros on-line: digital.library.upenn.edu/books
  • Virtual Books Online - e-livros gratuitos em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano: virtualbooks.terra.com.br
  • Domínio público: site do MEC que coloca à disposição textos literários e outros: www.domíniopublico.gov.br

Literatura

Religião

  • Biblioteca Apostólica Vaticana: A famosa biblioteca do Vaticano - bav.vatican.va
  • Mosteiro São Geraldo - livros e periódicos sobre história e literatura húngara, filosofia, teologia e religião: www.msg.org.br
  • Biblioteca Electrónica Cristiana - teologia e humanidades vistas por religiosos:www.multimedios.org

Universidades

  • Bibliotecas do sistema MCT/CNPq/Ibict - é o site mais importante, no Brasil, de informação e comunicação sobre ciência e tecnologia: www.prossiga.br
  • Bibliotecas das universidades públicas paulistas - o consórcio Cruesp/Bibliotecas interliga Unesp, Unicamp e USP: bibliotecas-cruesp.usp.br
  • Biblioteca Central da UFRGS - www.biblioteca.ufrgs.br
  • California Digital Library - imagens e e-livros oferecidos pela Universidade da Califórnia: californiadigitallibrary.org
  • Oxford Digital Library - centraliza acesso a projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford: www.odl.ox.ac.uk
  • Servei de Biblioteques - bibliotecas da Universidade Autônoma de Barcelona:www.bib.uab.es
  • Treasures of Keyo University - um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg: www.humi.keio.ac.jp/treasures
  • Biblioteca Digital de Obras Raras - livros completos digitalizados, como um de Lavoisier editado no século 19: www.obrasraras.usp.br
  • Biblioteca Virtual em Saúde - revistas científicas e dados de pesquisas sobre adolescência, ambiente e saúde : www.bireme.br
  • Banco de Teses - resumos de teses e dissertações apresentadas no Brasil desde 1987: www.capes.gov.br
  • Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP: www.teses.usp.br
  • Digital Library of MIT Theses - algumas teses do Instituto de Tecnologia de Massachusetts; a mais antiga é de 1888: theses.mit.edu
  • ProQuest Digital Dissertations - sistema para pesquisar resumos de teses e de dissertações: wwwlib.umi.com/dissertations

Outros temas

FILOSOFIA - VARIADOS TEXTOS...

FILOSOFIA

Vivemos esperando dias melhores... Na era da estupidez

Na era da estupidez

“Vivemos esperando dias melhores /Dias de Paz /Dias a Mais /Dias que não deixaremos para trás/Vivemos esperando /O dia em que seremos melhores /Melhores no Amor/Melhores na Dor /Melhores em Tudo” (Jota Quest, canção Dias Melhores)

Ao sermos interrogados sobre como estamos, é comum respondermos a quem nos interroga de que estamos com pressa, “sempre correndo”. Mas correndo de quem?  Correndo para onde? Correndo atrás de quem? Nossas respostas estão vazias de sentido ou, talvez, revelem que estamos a correr, desesperadamente, sem rumo e direção.
Não há razões que justificam tanta violência nossa de cada dia que decorre de coisas banais. A violência,  transformada em rotina, dá-nos a impressão de que vivemos num tempo em que tudo se pode resolver impondo a força, a esperteza, o despudor, a estupidez ou a eliminação física daqueles que, porventura, “atravancam” o nosso caminho. Mas será que a violência não está a nos revelar que a estupidez é que tomou conta da gente e que o que nos resta é administrá-la? Será possível vencer a estupidez humana?
A estupidez fundamenta-se na idéia de que não sou humanidade, sou somente eu. Se somente é eu que valho, tudo o resto é secundário e, portanto, passível de manipulação. O outro, que se vire, que se imponha, que se apresente como eu. Não sou capaz de reconhecer a minha condição de dignidade humana como algo que depende ou que pode ser complementada na convivência com os outros. Então, se o outro em nada me ajuda, que pelo menos não me atrapalhe. E, se resolver atrapalhar, nada melhor que julgá-lo, humilhá-lo ou mesmo eliminá-lo.
Muito preocupante é que muitos de nossos adolescentes e jovens, a partir das constatações referidas, operam as suas condutas e suas idéias na mais absoluta relatividade, menos quando se trata da exaltação do próprio eu (egocentrismo). Para muitos, tudo é razão de competição ou de etiqueta. Representar é mais importante do que ser. Ter é muito mais importante do que ser. Viver, na máxima velocidade e intensidade, é o melhor do que se tem para fazer. Então, porque pensar no futuro?
Sempre é importante retomar valores e atitudes que são a base de nossa compreensão de convivência social como de civilização. A generosidade, o convívio e a compreensão, por exemplo, são geradas pela escutatória. A escutatória é a nossa capacidade de desprender-se um pouco de si para tentar compreender as atitudes e pensamentos dos outros. Mas será que  ainda estamos a fim de perder tempo para ouvir alguém? Ainda temos paciência para compreender que determinadas atitudes resultam de nossa vivência pessoal atribulada e pela falta de habilidade de conviver? Ainda seremos capazes de reconhecer que tão importante quanto falar é também saber ouvir?
A violência é a face mais perversa de nossa estupidez humana. Na medida em que viver, matar ou morrer viraram obras do acaso, estamos perdendo a verdadeira noção de humanidade, sempre latente em cada um e cada uma de nós. Esta humanidade, presente e latente em cada um e cada uma de nós, requer ser reinventada e recriada em cada momento histórico. Nem sempre vivemos do jeito que vivemos hoje e, no futuro, poderá ser que viver seja ainda muito mais diferente e complexo. É que “viver é a mais complexa e maravilhosa arte porque exige que saibamos lidar com as nossas contradições. Exige escolher. Exige conviver. Não há nada mais nobre do que humanizar-se”.
Vivemos esperando dias melhores. Dias melhores virão se formos capazes de perceber que vivemos enozados, interdependentes, frágeis, desejosos de comunhão e trocas, mesmo que o mundo conspire contra a gente. Mas somente a espera pode cansar-nos. Vivamos, pois, escolhendo caminhos de liberdade, não de estupidez.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
(pies.neialberto@gmail.com)


18 de nov. de 2011

DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA

Rebeldes, mas sem filosofia.

"A rebeldia nos jovens não é um crime. Pelo contrário: é o fogo da alma que se recusa a
conformar-se, que está insatisfeito com o status quo,
que proclama querer mudar o mundo e está frustrado por não saber como"(http://www.chabad.org.br)

Controlar ou emancipar a juventude é um dos dilemas de nossos tempos. Como escreveu Moisés Mendes, em artigo Esses jovens: “O jovem com vontades é uma invenção recente da humanidade. E o jovem capaz de influenciar os outros com suas vontades é uma invenção com pouco mais de 40 anos”. (ZH 13/11/11) Ao longo dos tempos, os jovens resistem e mantém acesa a ideia de mudar o mundo. Desejam, profundamente, que ideais e mundo sejam uma nota só. Seus sonhos projetam ideias em teimosia. Eles têm consciência que precisam controlar o seu “fogo ardente”, mas desejariam que este controle fosse deles, não daqueles que representam qualquer autoridade (pais, professores, psicólogos, legisladores, juízes, polícia). Rejeitam serem pensados pelos outros.
Os jovens sempre gostaram de desafiar os adultos, embora nunca tenham dispensado o apoio sincero e franco, a escuta compreensiva e a orientação bem intencionada dos mais velhos. A novidade de agora é que se apoderaram, como antes nunca visto na história, de uma poderosa ferramenta de comunicação e interação: a internet e as redes sociais. Parece, no entanto, que sua fragilidade está no fato de que ainda não terem vislumbrado uma filosofia capaz de dar envergadura para sustentar as causas de sua rebeldia. Faltam-lhes  frases,  bordões; falta-lhes filosofia.
O inconformismo que caracteriza os jovens é a força renovadora que move o mundo, mas também algo que incomoda os já acomodados. Acomodados, despreparados ou desconhecendo a realidade do universo juvenil, muitos desqualificam a juventude, vendo-a como um incômodo ou como uma fase de passageira rebeldia. Ao invés de emancipar, desejam controlar, dominar, moralizar. A rebeldia é o sinal de que a juventude continua sadia, cumprindo com o seu papel de provocadora de mudanças. A rebeldia, aos olhos da filosofia, é atitude de quem quer ser sujeito de sua história, não seu coadjuvante. A filosofia, como o inconformismo, motiva cada um na busca de seus próprios caminhos. Se os jovens mantiverem senso de direção, terão o poder de mover mundos.
O filósofo Sócrates, na Grécia Antiga, acreditando na emancipação humana, desenvolveu a maiêutica. Concebeu o papel dos sábios a um trabalho de parteira (que ajudam a dar a luz). Ele acreditava que a verdade e o conhecimento estão com cada um e cada uma de nós, e cada indivíduo pode descobrir as razões e verdades que motivam seu viver. Não por acaso, fora considerado um incômodo para Atenas. Uma das razões de sua condenação à morte foi insuflar a juventude a pensar por sua conta.
O fato é que os jovens de hoje vivem o seu tempo a partir de suas percepções, vivências e leituras. Seremos capazes de compreendê-los em nosso momento histórico? Teremos disposição para o diálogo e a escuta, buscando entender os desejos, sonhos, medos e angústias que os movem?
Neste mês em que comemoramos o dia mundial da Filosofia vale pensar que filosofia e rebeldia desencadeiam atitudes altivas e saudáveis, próprios daqueles que decidem pensar. Jovens e adultos, no entanto, precisam discernir que causas valem uma vida. A violência e a agressão, em forma de rebeldia, não podem ser toleradas. Mas, acima de tudo, a opção é da sociedade: apostar e empenhar-se na emancipação e inclusão da juventude ou considerá-la como constante ameaça contra a ordem social. Cada opção, com seu preço.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos