A Sabedoria de se inserir na obscura realidade... Construindo coletivamente uma praxis transformadora.
7 de mai. de 2011
6 de mai. de 2011
DIREITOS AUTORAIS, CONSTRUÇÃO E SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO. É POSSIVEL?
DIREITOS AUTORAIS, CONSTRUÇÃO E SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO.
É POSSIVEL?
Acredito que ao utilizar textos, livros, sínteses, teses, monografias, materiais disponibilizados na internet, bem como qualquer outro conhecimento elaborado, é importante se fazer referência aos autores é importante, primeiramente pelo respeito e esforço dispensado nesta atividade, importantíssima, que é a elaboração de quem sabe, novas propostas, novas maneiras de pensar e agir, por essas razões entendo que o autor deve ter os direitos autorais garantidos. No entanto considero também que todas as elaborações teóricas, cientificas, sejam elas de qualquer gênero tem uma função social a cumprir, ou seja, deve obrigatoriamente ser disponibilizada a todos.
Importante chamar a atenção aos alunos para este aspecto, pelo fato de que esta pode ser uma das maneiras de desperta-los, desafiá-los e desperta-los para a valorização destes conhecimentos e que os mesmos sejam capacitados também a construí-los individualmente e coletivamente.
Em minhas atividades como educador, busco sempre, destacar a questão do respeito aos direitos autorais sim, pelo fato de que o autor fez um esforço em sua elaboração, o mínimo é que esse esforço seja respeitado e considerado.
Uma maneira para despertar os educandos para isso é desafiando-os a elaborarem um texto, escrever sobre um determinado assunto, e após questionar se gostariam que esse texto fosse utilizado sem fazer referencia ao seu autor.
A criatividade na elaboração do conhecimento é fundamental, pois isso pode caracterizar cada autor, o contexto no qual está inserido, dando-lhe maior direito de propriedade, entendida não na lógica do capital, propriedade individual, mas sim como propriedade coletiva.
O direito a informação e ao processo de formação educacional integral, podem ser considerados, por alguns, preponderantes ao direito autoral, de propriedade privada, geralmente apresentada na perspectiva e na lógica do capital, do lucro, da dominação, da exploração outros consideram isto como uma verdade absoluta. Onde estará o meio termo disto?
A potencialidade e a facilidade de utilização das mídias são enormes, e por essa razão devemos estimular a autoria na elaboração dos trabalhos, desafiando-os a postarem na internet, capacitando-os e tornando-os conscientes, responsáveis por suas produções. Penso que a internet, as mídias são fundamentais para isso.
A formação dos educandos, realmente é um desafio a ser enfrentado com capacitação e formação eficiente e atualizado, começando pelos educadores, na perspectiva de responder as grandes questões, como: prepará-los para a vida, para o mercado de trabalho, desenvolver o senso crítico, a responsabilidade, comportamentos éticos, despertar para o espírito de equipe, o respeito mútuo, a responsabilidade. As tecnologias têm muito a contribuir neste processo, apontando para a reflexão e para a possibilidade de construção e o resgate de questões fundamentais: os valores, de modo especial o respeito e valorização da VIDA.
Os blogs são uma ferramenta pedagógica, que nos possibilita uma melhor e maior interação com os nossos educandos, proporcionando maior envolvimento, comprometimento, participação e cooperação.
Acredito que devemos estimular o aluno para a autoria através da utilização das tecnologias, contribuindo na superação da prática bancaria da educação e apontando para uma postura ativa, a partir do processo educativo. Penso que esta seja a verdadeira função do educador, contribuindo para a constituição de sujeitos da História.
Fundo Fundo, 06/05/2011
Onesio Primo Longhi
DIA DAS MÃES - REFLEXÕES
Dos amores de nossas mães
“Uma garotinha, perguntada onde era sua casa, respondeu: onde minha mãe está” (Keith L. Brooks)
Escrever sobre o amor de nossas mães é um grande desafio. O amor materno é sempre sagrado, capaz de abarcar as dimensões humanas mais ricas e contraditórias. Sua pureza se confunde com “amor radical”, nem sempre compreendido por sua incondicional capacidade de perdoar, de re-atar, de re-considerar, de re-aprender a viver do jeito que é possível, apesar dos pesares.
Somente as mães conhecem realmente seus filhos e suas filhas. Por conhecê-los tanto e tão bem, são capazes de reconhecer os seus desejos e potencialidades, mas também os seus limites e fragilidades. Não raras vezes, são mal interpretadas porque dedicam mais atenção e apoio para um dos seus filhos ou filhas que, justamente, mais necessita de sua ajuda e presença.
Nossas mães aprenderam e ensinaram que ser justo é dar a todos e todas as mesmas medidas, as mesmas proporções, dividindo tudo em partes iguais. O bolo de mãe, o melhor de todos, é sempre dividido em partes iguais para cada um de seus filhos e filhas. Parece que esta é sempre a fórmula mais justa de dividir os bens e artigos que possuem materialidade. Mas valerá esta mesma regra para “distribuir” carinhos, afagos, apoio e atenções? Para as mães, não. Para os filhos, sim.
Sem perceber, nossas mães fortaleceram nossos egoísmos e caíram numa cilada que, não raras vezes, volta-se contra elas na medida em que os filhos, sempre diferentes, exigem que sejam tratados de maneira igualitária. Mas como tratar de forma igual filhos tão diferentes, com diferentes necessidades de compreensão, de apoio, de ajuda de todas as ordens, inclusive ajudas financeiras?
Em toda família com mais de um filho há um que precisa de uma presença, vigilância e cuidado maior do que o outro. Não é verdade que as mães amam diferente a cada um de seus filhos ou filhas e amam em diferentes intensidades, mas é fato que as mesmas dedicam-se aos filhos na proporção da necessidade que os filhos revelam para elas. Por isso mesmo, não se justificam as birras e incompreensões para com elas.
Não adianta a gente querer esconder de nossa mãe aquilo que a gente é. A mãe da gente não precisa de faro nem de varinha mágica para descobrir o que se passa com a gente. Seu olhar e sua presença transpassam a nossa vida, tornando esta mesma vida como que uma extensão de si mesmas.
Celebremos, pois, o amor sagrado de nossas mães. Saibamos reconhecer que o bem maior, nossa vida, foi gerado por elas. Saibamos reconhecer que, com a pureza de seu amor, as mães jamais seriam capazes de atrapalhar os nossos planos, desde que estes, uma vez verdadeiros, nos ajudem a ser o que a gente é.
Todas as mães são únicas. São mães a seu modo por conta de nós, seus filhos. Elas nos geraram, mas não puderam prever como a gente iria ser. Embora insistam em dividir o bolo em partes iguais, por força do hábito, elas nos provam de que fazer justiça não é dividir em partes iguais, mas dar a cada um e cada uma conforme as suas necessidades.
Vida longa e saudável a todas as mães brasileiras!
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
Fundo Fundo, 06/05/2011
3 de mai. de 2011
MIDIAS NA EDUCAÇÃO - CICLO AVANÇADO VANTAGENS, DESVANTAGENS E RESPONSABILIDADES DA AUTORIA >>WEB E POSSIBILIDADES DE USO NA EDUCACÃO
>>> WEB E EDUCACÃO
VANTAGENS, DESVANTAGENS E RESPONSABILIDADES DA AUTORIA
Iniciaria afirmando que as possibilidades de utilização, após o surgimento das tecnologias, são muitas e que, a partir delas surgiu um novo cenário e partindo disto a utilização da WEB na EDUCACÃO é de fundamental importância, pois além de contribuir essencialmente para que os professores e alunos serem produtores e divulgadores de suas pesquisas, trabalhos e projetos.
Penso que podemos perfeitamente nos relacionar com as tecnologias a partir dos aspectos que apontei acima, ou seja, diante deste novo cenário, procuro estar perfeitamente sincronizado com as tecnologias, considerá-las e utilizá-las, não somente em meu trabalho fora da escola, trabalho este mais técnico, burocrático, de pesquisa dentre outras coisas, utilizo muito em meu trabalho na escola, usando o laboratório de informática, tendo como referencia muito grande o blog que criei neste curso: http://www.filosofiaemidias.blogspot.com/ , onde tenho disponibilizado nele muitos livros que contribuam no processo ensino-aprendizagem e também para ampliar a cultura. Procuro utilizar disponibilizando atividades na perspectiva de contribuir no desafio de tornar a busca do conhecimento prazerosa. Podemos encontrar nele, algumas elaborações, links, sites inclusive com atividades lúdicas, nos mais variados componentes curriculares.
Utilizo também o Wiki, criado em uma das atividades, também deste curso, para postar atividades, dentre outras, para disponibilizar textos, materiais de estudo e aprofundamento do trabalho pedagógico, elaboração de planos de estudo, entre outros, desenvolvido com os educadores da Escola Prestes Guimarães, veja:http://programaseducativos.wiki.zoho.com/ , ou mais especificamente: http://programaseducativos.wiki.zoho.com/FUNDAMENTOS-PARA-PLANOS-DE-ESTUDO-ESCOLA-PRESTES-GUIMARÃES.html possibilitando um intercambio maior, troca de informações, onde a questão da autoria deixa de ser meramente individual, para apontar para um processo de construção coletiva.
A questão da autoria é algo muito importante, mas que não podemos ficar somente valorizando a concepção que reforça a lógica da concentração do capital. Temos sim que apontar para a lógica da construção e socialização dos conhecimentos de forma mais justa. Sabemos que desencadear este processo, em uma sociedade gerida pelo capital, não é algo tão simples, exigindo uma dedicação, um esforço muito grande, para apontar outras possibilidades, que já estão sendo postas em pratica por alguns pensadores, por exemplo, Ladislau Dowbor, veja no link: http://dowbor.org/, que disponibiliza online suas produções. Basta verificarmos o que ele mesmo afirma a respeito, lendo em seu site.
Penso ser isso algo realmente revolucionário, mas ao mesmo tempo algo difícil de acontecer. Pensarão, questionarão outros ou mesmo nós: O que estará querendo com isso? Questionamentos, desconstituições, etc... ‘a parte, o que importa, e é o que nos interessa é que podemos ver que são possíveis outras praticas com relação à construção e socialização do conhecimento. O importante é que o conhecimento seja elaborado e junto com isto seja feita uma socialização, a mais justa e equânime possível.
Acredito ser este o papel determinante do educador comprometido com o processo de transformação do contexto e de construção de outra sociedade.
Para meus filhos queridos, Emanuelle e Gabriel.
Fundo Fundo, 06/05/2011
Onesio Primo Longhi
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